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Conheça o Tokten Líbano
3/10/2007
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em cooperação com o Conselho libanês de Desenvolvimento e Reconstrução (CDR) promovem a criação de um programa de troca de conhecimentos entre jovens expatriados libaneses.

Matéria publicada pela Câmera de Comércio Brasil-Líbano em 09 de setembro de 2007.

Eles deixaram o Líbano à procura de melhores oportunidades no exterior, seguiram os estudos e encontraram trabalho no estrangeiro. Estabelecidos sob outros céus, eles nunca esqueceram o país natal. Agora, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em cooperação com o Conselho libanês de Desenvolvimento e Reconstrução (CDR), promove a Transferência de Conhecimento entre Nacionais Expatriados (Tokten, em inglês). Através da iniciativa, aqueles que deixaram o Líbano ainda jovens retornam ao país a fim de transmitir seu know-how aos servidores públicos.

Eles vêm da França, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e outros países da diáspora. No Líbano passarão um ou dois meses trabalhando na administração pública. Eles não têm direito a remuneração, mas apenas ao subsídio da passagem aérea e hospedagem, ainda que em vários casos fiquem na casa de parentes. Os expatriados voltam com a esperança de um dia regressarem, em definitivo e com a família, ao país natal. Alguns realmente o fazem. Bem-sucedidos no estrangeiro e com muito em comum entre si, tinham vontade de rever o Líbano. Foi o que fizeram, passando suas experiências aos compatriotas, graças ao Tokten.

Arianne Elmas é diretora do Tokten, um programa criado pelo PNUD para diversos países, tais como os territórios palestinos, Síria, Paquistão e várias nações africanas. Lançado no Líbano em 2005, o projeto entrou em uma segunda etapa dez anos mais tarde. O programa é simples. O Tokten possui um banco de dados composto de currículos de expatriados libaneses interessados. Mediante consulta de uma repartição pública, o CDR pesquisa os registros do Tokten pelo perfil desejado. Várias entidades ou mesmo empresas libanesas no exterior figuram na listagem do Tokten. Muitas inscrições espontâneas completam o banco de dados.

O projeto é financiado pelo Estado libanês através do CDR, mas por vezes os próprios expatriados contribuem. Arianne Elmas lembra assim do caso de alguém que, pouco depois de submeter seu currículo, efetuou doação a um projeto do Hospital Universitário Rafik Hariri, para a construção de um centro de oncologia, em parceria com uma instituição americana.

Nabil Hourani, de 50 anos, é engenheiro de pontes e pavimentos. Ele trabalha no departamento de estradas do estado americano de Massachusetts. Ele passou um mês no Líbano, treinando engenheiros do ministério dos Transportes e Obras Públicas. Originário de Marjayoun, sul do Líbano, Hourani está nos Estados Unidos há 20 anos. Nesse período, visitara o Líbano quatro vezes. Orientado pela Associação Líbano-Americana de Engenharia, apresentou seu currículo ao Totken em abril último. Rapidamente selecionado, foi ao Líbano em agosto, desta vez sem a esposa de origem libanesa e os quatro filhos. Hourani evoca “um dever moral de auxiliar o Líbano e seu governo”. “Amo meu país e quero ajudá-lo a progredir”, afirma. Ele planeja desde já sua aposentadoria em território libanês e sonha viver na casa dos avós, em Marjayoun.

O engenheiro biomédico Faraj Abdelnour vive há 23 anos na França. Envolvido no projeto de modernização de hospitais públicos promovido pelo Tokten, ele vai ao Líbano duas vezes por ano. Ele fala com entusiasmo do processo de certificação hospitalar que supervisiona em Saida, Zahle, Trípoli, Bir Hassan e Dahr el-Bachek.

Originário de Bhamdoun, Abdelnour recebe 225 euros por hora de trabalho na França. No Tokten, é apenas um voluntário que deseja ver o Líbano se beneficiar da experiência que adquiriu. “Mesmo que o programa não seja seguido ao pé da letra, ele provocará mudanças”, profetiza. Aos 46 anos, Abdelnour, que tem um irmão engenheiro estabelecido no Canadá, acredita que os orientais têm grandes dificuldades em se desligar de seu país natal. Ele tem vários amigos libaneses que como ele gostariam de um dia voltar. Pelo menos um dentre esses amigos o fará em breve, por conta do programa Tokten.

Ziad Habib também vive na França. Casado com uma libanesa e pai de um filho pequeno, ele visita o Líbano em férias com freqüência, mas isso não é o bastante para ele. Ele pretende retornar em definitivo daqui a alguns anos e encontrar trabalho, mesmo sabendo que a remuneração serpa inferior à que existe na França. Oriundo de Hadatoun, na região de Batroun, o engenheiro agrônomo deixou o Líbano há 17 anos. No Tokten, ele trabalha na implementação de cooperativas de utilização de material agrícola. “No Líbano se importa 80% das necessidades alimentícias, mas temos um potencial a aprimorar”, informa.

Serviço:
mais informações sobre o Tokten em www.toktenlebanon.org



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