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Carta de Rose Mary Westcott, filha de Chebel Kalil Duailibi
Contribuição: Rose Mary Westcott


Rose, John e os filhos, Jonathan e Christopher


25 de Março de 2020,
Prezado e ilustre primo Roberto!

Recebi ontem com muita alegria o envelope enviado por você com o folheto "Notícias em Família" e as revistas "Carta do Líbano". Ter lido sobre a história do meu pai me deixou muito emocionada.Ter lido a sua história e de muitos outros ilustres libaneses me deixou orgulhosa de ter 60% de gene libanês. Só sinto muito não ter sido criada dentro da cultura libanesa, a qual admiro muito!

Fomos a Campo Grande em 2018 conhecer os meus sobrinhos Cláudio Duailibi e sua irmã Milene, e minha sobrinha Sandra Marina Duailibi e seu irmão Sérgio. Também foi com muita emoção que conheci a minha irmã Olga Duailibi Farah, única irmã sobrevivente e sua família.

Em 2019 fomos até Roraima conhecer o meu sobrinho Marcos Duailibi e sua família. Nessa mesma viagem conheci a minha prima-irmã Miriam e meu primo-irmão Georges Malouf de Cuiabá. Também fomos a São Luís conhecer vários primos de lá. O primo-médico Francisco José Carvalho Duailibe foi o nosso cicerone. Conheci também a Ivetinha, prima próxima sua. Todos lhe admiram muito, você é o orgulho da família!

Quero agradecer imensamente a sua gentileza em me enviar essas publicações. Estou anexando a carta que enviei para a minha família Duailibi de Campo Grande em 2018 me apresentando e descrevendo a minha história e também uma foto da minha família americana.

Deus lhe abençoe, Roberto, por tudo que você tem feito pela nossa grande família libanesa e se cuide muito nessa fase difícil para todos nós. Gostaria muito de conhecê-lo em nossa próxima viagem a São Paulo, que não tem data determinada diante da presente situação.

Grande abraço,

Rose Mary Westcott

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Carta Enviada à família Duailibi em Março de 2018



31 de março de 2018
A família de Chebel Kalil Duailibi
Meu nome é Rose Mary Westcott e é com muita emoção que eu lhes escrevo.
Eu conheci o meu pai Chebel Kalil Duailibi quando eu tinha 17 anos em 1967 no Café Haiti em Campo Grande. Foi um encontro muito emocionante para nós. Minha mãe havia lhe informado que nós havíamos mudado para Campo Grande e que eu já estava com 17 anos. Ele disse a ela que queria me ver e que eu fosse encontrá-lo nesse Café. Eu estava nervosa e ansiosa para conhecê-lo mas foi somente após várias passagens em frente ao Café que um dia resolvi entrar ao vê-lo na caixa registradora. Eu lhe disse que era a filha da Dona Angela e ele segurou a minha mão e, emocionado, repetia o quanto eu era linda. Eu pude notar que fisicamente nos parecíamos muito e sentimos uma conexão imediata. Ele me perguntou sobre os meus estudos e o emprego recente de datilógrafa. Foi um encontro rápido e ele me pediu para passar no Café para vê-lo após o meu expediente de trabalho sempre que pudesse.
Eu atendi ao seu pedido e passava pelo menos uma vez por semana para vê-lo e conversarmos. Como o ambiente não era propício para um diálogo devido as muitas interrupções de clientes no caixa, e também porque ele me parecia preocupado que o seu fillho William nos visse, eu lhe pedi que viesse me visitar na nossa casa numa vila na Rua Dom Aquino. Ele me disse que não iria porque não gostaria de encontrar o meu padrasto que morava conosco. Ele me disse que queria me ajudar e perguntou o que eu gostaria de ter. Eu lhe disse que gostava de costurar e sonhava com uma máquina de costura. Ele providenciou uma máquina e tecidos através de minha mãe para eu costurar roupas para mim. Como ele continuava se recusando a me visitar na nossa casa, as minhas visitas ao Bar Haiti começaram a diminuir.
Com 18 anos eu consegui um emprego na CEMAT e um dia o Pedrito veio visitar o meu chefe e por alguns momentos ficamos na mesma sala, eu consciente de que ele era meu meio-irmão mas ele não tinha conhecimento disso.


Eu me lembro muito bem quando informei ao meu pai que nós iríamos nos mudar para São Paulo e ele me pareceu muito triste. Isto foi em 1970, a última vez em que eu o vi. Depois de alguns anos morando em São Paulo, a minha mãe ficou sabendo do falecimento do meu pai.
Em São Paulo eu continuei meus estudos, terminei o Colegial, fiz um curso técnico de Secretariado, estudei Inglês e trabalhei muitos anos como secretária executiva bilingue. Mais tarde fiz um ano de cursinho no Anglo e entrei na Universidade Mackenzie para cursar Administração de Empresas.
Eu estava trabalhando para uma companhia Americana, Uniroyal Chemical, e cursando a Universidade quando conheci o meu marido John Westcott, um americano que havia sido transferido para o Brasil recentemente. Casamo-nos em 1981 e nos mudamos para os Estados Unidos em 1983. Aqui terminei a faculdade e trabalhei por muitos anos em várias companhias ao mesmo tempo em que criava os nossos dois filhos Jonathan e Christopher.
Durante todo esses anos eu nunca voltei a Campo Grande mas sempre mantinha na memória a lembrança vívida de meu pai e do fato de que ele tinha vários filhos, que eram meus meio-irmãos e irmãs. Eu recentemente enviei o meu DNA para ser analizado pelo Ancestry e o resultado confirmou o que eu já sabia. Uma grande porcentagem do meu DNA indica ascendência Libanesa e a origem no mapa aponta para Zahle, Líbano, a mesma região da origem da família do meu pai.
Este resultado despertou o meu interesse em pesquisar na Internete a família Duailibi, agora que me aposentei. Descobri a existência da instituição Family D, através da qual fiquei sabendo no relato do meu irmão William sobre o falecimentos dos meus irmãos Tobias, Pedrito e William. Fui acometida de um intenso arrependimento de nunca tê-los contatado. Ainda não consegui saber se as minhas meio-irmãs Olga, Yvone e Afife ainda vivem.

No relato do William sobre a história da vida do meu pai, tomei conhecimento de que ele teve outros dois outros filhos antes do casamento. Não havia nenhuma menção a mim, portanto acredito que o meu pai não tenha comentado sobre a minha existência com os seus filhos. Eu fui concebida no ano de 1949 quando o meu pai tinha 55 anos e a minha mãe 39. Ele conheceu a minha mãe nos garimpos de Mato Grosso. Ela era fornecedora de garimpeiros naquele estado e também tinha uma padaria. Através da leitura do relato do Roberto Duailibi, fiquei sabendo que o meu pai faleceu com mais de 80 anos nos garimpos do sul da Bahia onde continuava a procurar diamantes. Fiquei chocada ao saber que o meu pai nasceu no estado de New Hampshire, o qual fica bem próximo do estado de Connecticut, onde resido com a minha família.
Através do Facebook eu tive o prazer de ver as fotos de vocês e dos seus filhos. É uma linda família e eu gostaria muito de conhecer cada um de vocês e conviver um pouco com a família que eu nunca tive. Gostaria de ir ao Brasil num futuro próximo para conhecê-los e saber um pouco mais sobre a vida do meu pai. Consulte a minha página no Facebook para ver fotos minhas e de minha família americana. Meus dois filhos estão muito felizes com esta minha descoberta e também estão ansiosos para lhes conhecerem.
Fico no aguardo de um contato seu.
Sinceramente,
Rose Mary Westcott





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Relatos em áudio
Confira aqui os relatos e as histórias da Família D em áudio. Contribua, envie-nos o seu relato!
• Dr. Victor Duaiibi, em 08/08/2000 - parte 1

• William C. Duailibi, em 17/05/1998 - parte 2

• Dr. Victor Duailibi, em 08/08/2000 - parte 2

• Vitória Duailibi, em 17/08/1997 - parte 1

• Elza Duailibi, em 21/05/1998

• Vitória Duailibi, em 17/08/1997 - parte 2

• William C. Duailibi, em 17/05/1998 - parte 1

 
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