História Moderna e Contemporânea

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História do Líbano
História Moderna e Contemporânea

Domínio Otomano 1516 – 1914

O século Xlll foi um século de invasões e lutas no Líbano e na Síria. Francos vindos do Ocidente e de Chipre, mongóis vindos da Ásia Central e mamelucos vindos do Egito disputaram o país durante um século. Os mamelucos, guerreiros intrépidos, venceram.

No período que se estende do século Xl ao Xlll as minorias muçulmanas e cristãs desejosas de viver fora das lutas do Oriente, se instalaram nas montanhas libanesas: os drusos nas partes meridionais e no monte Hermon; os xiitas no monte da Bekaa e no Kesrouan; os maronitas ao norte, no vale do Qadicha; as outras comunidades cristãs se espalharam pelos vales e montanhas, deixando assim ao Islã sunita as planícies do interior facilmente acessíveis e controláveis.

Em fins do século Xlll eclode a revolta do Kesrouan. A rebelião foi rapidamente controlada e houve uma forte repressão seguida de massacres, destruição e deportações. Os xiitas deveriam abandonar o Kesrouan e os drusos se recolher no Chouf. Os maronitas, graças à maleabilidade de seus chefes aproveitando a ocasião, abandonaram os vales do norte do Líbano e se dirigiram para o Kesrouan sem a oposição dos mamelucos. Estes preferiam os cristãos neutros e pacíficos aos muçulmanos dissidentes sempre prontos à rebelião. Xiitas e drusos, aproveitando-se das lutas entre mamelucos, francos e mongóis, incitam seus correligionários à revolta contra os mamelucos.

Vindos das estepes da Ásia Central, como escravos e guerreiros a serviço dos abássidas, os turcos não tardaram em se tornar os senhores dos palácios e os verdadeiros senhores do poder em Bagdá.

Levados pelo espírito de conquista e sedentos de aventura, os califas se estabeleceram, no século Xlll, chefiados pelo emir Soleiman Chah, em frente a Bizâncio. Os turcos souberam se impor e constituíram um estado independente em volta de Brousse.

Em 1453, Mohammed ll, o Conquistador (1451-1481) cerca Constantinopla e a toma de assalto, colocando um fim no velho e prestigioso Império Bizantino.

O Oriente Médio é o berço da humanidade. De lá fluíram conhecimentos sobre agricultura, domesticação de animais, a roda, a invenção da escrita (cuneiforme e hieróglifos), a irrigação, os primeiros códigos e grandes contribuições para a arquitetura.

Por volta de 3.000 a.C. o litoral do Levante – Líbano, a Síria e a Palestina – era habitado pelos Cananeus, povo de origem semita. Assim, as primeiras referências ao Líbano, pelo seu nome, datam do terceiro milênio. Os cananeus vieram da Península Arábica pelo Bekaa, como beduínos. Mais tarde, os gregos chamaram-nos de fenícios – phoinix -, que significa vermelho púrpura nos tecidos, a mais importante indústria dos fenícios.

As cidades organizaram-se próximas do litoral e os fenícios caracterizaram-se como excelentes comerciantes. Cada cidade era independente social, política e economicamente – as chamadas cidades-estado. Biblos e Arado(no norte), Sidon e Tiro(no sul) foram as cidades mais famosas. Alternadamente, Tiro e Sidon exerceram supremacia sobre as outras.

Devido à sua localização privilegiada o Líbano sempre foi muito cobiçado. “A história do Líbano é ao mesmo tempo, um desfile de conquistadores e um desfile de civilizações, ou seja, a lenta formação de um sedimento de experiência e de sabedoria raramente igualado no mundo” (Mansour Chalita, p.57, 1976).

Do século XVII a.C. a XIII a.C. a Fenícia manteve relações comerciais com o Egito. Da cidade de Biblos exportava-se vinho, azeite e madeira. Importava-se, em contrapartida, ouro, papiro e metais.

No século XIV a.C. os hititas vieram do norte e invadiram a região. Depois vieram os arameus, os hebreus e os filisteus. Nesta época apareceram os primeiros documentos de escrita alfabética de Ugarit.

Em 1200 a.C. começa o domínio fenício. De 1200 a 900 a.C. foi a idade de ouro da Fenícia, tendo grande destaque as cidades de Arado, Trípoli, Jebail, Berito, Sidon e Tiro.

Os fenícios estabeleceram colônias por todo o Mediterrâneo. Cartago, fundada em 814 a.C., significa “Cidade Nova”.

Instalados na costa do atual Líbano, os fenícios tornaram-se navegantes e comerciantes. Trocavam seus produtos, principalmente púrpura e perfumes, com os outros povos do Mediterrâneo. Dedicaram suas terras à agricultura, em patamares ao longo das vertentes do Monte Líbano. Abriram estradas e exploraram os bosques. Desenvolveram a técnica do fabrico de vidro, base de seu intenso e importante comércio, e ainda praticaram as artes como a das jóias e moedas. Porém, a mais importante contribuição dos fenícios para a humanidade foi a criação do alfabeto.

No comércio, introduziram a oliveira e seus subprodutos na Grécia, África do Norte, Itália e Península Ibérica. Da Espanha traziam prata, ferro, estanho e chumbo; do Egito, linho; da Arábia, cordeiros e cabras.

A economia fenícia, após viver da agricultura, da pesca e do comércio exterior, estendeu-se para a indústria, alcançando superioridade na manufatura dos têxteis (a fiação e a tecelagem eram exercidas em casa) e na tinturaria de púrpura.

Os Maan do Líbano

Pertencentes a uma família de príncipes árabes que se instalaram no Chouf, no Líbano setentrional, por volta de 1120, os Maan vieram para defender o Líbano contra as cruzadas. Se fixaram em Baaqline e se aliaram à família Tanoukh que reinava na parte ocidental do Líbano perto de Beirute e mais tarde com os Chéhab, emires de Wadi Taym.

A preponderância dos Maan foi consolidada no século XVl, com o emir Fakreddine l.

Fakreddine ll (1572-1635) queria anexar todas as províncias limítrofes do Chouf e reunir como um só povo todas as comunidades libanesas, independentemente de suas crenças.

A realização de seu plano não foi difícil, uma vez que, com dinheiro e presentes, poder-se-ia obter qualquer coisa da Capital Turca.

Assim, em 1603 ocupa Beirute, depois Sidon e Tiro, e enfim o sul do Líbano, unindo-se aos drusos de Wadi Taym e aos Chéhab, parentes e aliados dos Maan. Conquista também Trípoli ao norte de Beirute.

Para ter o reconhecimento da Porta, declara que suas conquistas tinham como objetivo livrar o país dos salteadores e dos ladrões que o infestavam.

Para se consolidar no poder, Fakreddine ll teve o mérito de escolher seus colaboradores entre os homens competentes das comunidades libanesas, sem distinção de credo.

O governo de Fakreddine foi absolutista, porém liberal. Seu maior mérito foi realizar uma política de tolerância religiosa. Sob seu governo, sunitas, drusos, xiitas, maronitas, gregos e melquitas formavam uma só nação. Todas essas comunidades viviam lado a lado respeitando-se mutuamente.

Suas prósperas relações comerciais com os duques da Toscana acenderam a ambição e a ira da capital turca que sempre considerava a possibilidade de intervir militarmente contra Fakreddine, mas o envolvimento com a guerra nos Bálcãs e revoluções endêmicas no Império sempre faziam os turcos recuar.

Porém depois de vencer os persas e consolidar as fronteiras orientais do Império, a capital turca decidiu acabar com Fakreddine. Os inimigos de Fakreddine denunciaram-no como um adversário perigoso. O sultão Murad lV ordena ao paxá de Damasco que castigue severamente o príncipe Maanida por causa de suas boas relações com a Europa. Fakreddine solicita ajuda do duque da Toscana, porém não é atendido. Velho, cansado e abatido pela morte do filho, Fakreddine renuncia à luta e se rende. O emir e sua família foram mais tarde conduzidos cativos a Constantinopla e aí executados.

A história dos últimos Maan coincide com o desaparecimento desta dinastia. Alameddine, o último Maan, morre em 1697, numa revolta perto de Beirute, sem deixar descendentes e assim a família Maan, que governou o Líbano por três séculos, desaparece com ele.

Os Primeiros Chehab (1697 – 1789)

Os notáveis do Líbano reunidos em 1697 para eleger o sucessor dos Maan, escolhem o emir Bechir Chehab, do braço dos emires de Rachaya. Ele é sobrinho do emir Ahmed Maan. Porém a escolha da Porta recai sobre um outro príncipe Chehab, o emir Haidar, do ramo dos emires de Hasbaya. Ele será aconselhado pelo emir Hussein, filho de Fakreddine ll, porque só tem 12 anos de idade. Fakreddine ll era conselheiro do sultão na corte de Constantinopla. Assim, a Porta atende os dois ramos dos Chehab e, ao mesmo tempo, coloca Bechir l sob sua dependência, ameaçando-o se este não seguisse as ordens do governo central. O príncipe Chehab se mostra aliado da Porta, auxiliando os paxás de Sidon e Tiro em suas expedições contra os xiitas do sul do Líbano e da Bekaa. Morre em condições misteriosas em 1706.

O emir Haidar escolhe, então, como seu braço direito, Mahmoud Harmouche, um druso do Chouf. Harmouche tenta um golpe contra o emir porém este, com a ajuda de seus partidários os Abilama, os Khazen, os Hamade e todos os kaissitas, impõe-lhe uma derrota onde os revolucionários são massacrados.

O emir Haidar aproveita esta vitória para reorganizar o Líbano à custa dos iemenitas. Recompensa a família Abilama com o título e grau de emir e governador do Metn. Os outros recebem o título de xeique e o governo das províncias, até então em mãos dos iemenitas. Assim, o Chouf cabe aos Joumblat, o Gharb superior aos Talhouq, e uma parte do Kesrouan aos Kazen. Os Hamade ficam com a região de Jubbat Mnaytrah.

Haidar governa o Líbano até 1729, quando abdica em favor de seu filho, Mulhem. O emir Mulhem faz um governo conciliatório até 1754.

Desde a abdicação de Mulhem, seus filhos Ahmed e Mansour governam conjuntamente o país. Porém, a preferência de Mulhem recai sobre Yousuf, seu filho mais novo, tendo como regente Kasim Omar, seu sobrinho. Não conseguindo o apoio da Porta e incapaz também de resistir à pressão dos dois irmãos, Kasim aceita o emirado de Ghazir. Morre em 1768, deixando a disputa do poder para os irmãos.

Querendo consolidar posições, Mansour se apoia na rica família Joumblat. Ahmed se alia a Yazbek Abdessalam, da família Imad, adversário de Joumblat. Desta dissidência nascem dois novos partidos políticos: os Joumblat e os Yazbek, que substituem os partidos kaissitas e iemenitas. A rivalidade entre os dois irmãos leva Ahmed a renunciar ao poder em 1763, deixando seu irmão Mansour à frente de um novo rival: o emir Yousuf que conquistou a maioridade.

A partir da segunda metade do século XVlll a Síria foi sacudida por várias revoltas internas, deixando a Porta numa situação delicada e incapaz de agir. Daher El-omar, senhor de Acre há 50 anos, sustenta um conflito permanente com o paxá de Damasco, Sidon e Trípoli. O Egito também se mexe.

Ali bei, do Egito, se declara independente e envia seu emissário Abou Ad-dhahab à Síria para preparar uma ação comum com Daher contra Othman, o que representa uma ascensão para o prestígio de Yousuf.

Paralelamente a estes acontecimentos a Rússia, em guerra com a Porta, incita rebeliões no Egito e na Síria contra o sultão além de, ao mesmo tempo, bombardear Beirute.

O emir Yousuf é incapaz de conter a invasão russa que havia mandado para lá Ahmed Al-jazzar, “o açougueiro”. Para enfraquecer o emir, jazzar lhe opõe o jovem príncipe Bechir Kasim Omar, conhecido mais tarde como Béchir ll, o Grande. Yousuf se rende em 1788, abdicando em favor de Bechir.

Em fins do século XVIII a população libanesa estava cansada das brigas entre emires e entre estes e os xeques. Bechir ll vai usar todo o seu prestígio e poder para acabar com esta situação. A primeira atitude é prender Yousuf. A segunda consiste em afastar os chefes feudais e os membros de sua família que não lhe fossem fiéis. Para isso usou de astúcia e força. Os emires se ressentiram, mas obedeceram às suas ordens.

As dolorosas experiências dos 15 primeiros anos do governo do emir Béchir ll e a guerra contra a França de Napoleão contribuíram para a formação de seu caráter e de sua personalidade política.

O emir evitou entrar em conflito com os representantes da Porta, principalmente com os paxás de Acre e Damasco, guardando uma certa neutralidade e não intervindo em suas rivalidades. Esta política de neutralidade aumentou seu prestígio em toda a Síria. Aproveitou-se desta situação para consolidar sua posição e acabar com os chefes feudais e governadores de províncias que lhe faziam sombra. Para isso, cometeu atos de violência e até mesmo de crueldade. Em sua “guerra feudal” Béchir se apoiou no mais ilustre dos chefes drusos, Bechir Joumblat. Essa política de força deu ao Líbano uma certa paz onde o maior beneficiado foi o povo.

Com a morte do paxá Soleiman, amigo e aliado de Bechir ll, a Porta nomeia para Acre, o paxá Abdallah.

Ele começou sua carreira procurando uma clientela na Montanha que fosse contra o emir e lhe tirasse dinheiro. O emir Bechir se nega a atender às exigências do jovem senhor de Acre, preferindo se afastar do Líbano. Assim, se retira para o Hauran.

Tendo à frente o Partido Yazbeki, os emires Hassan e Salman Chehab passam a governar. Porém, como estes príncipes não tinham nem prestígio nem autoridade, a desordem se instala na montanha. As rivalidades feudais retomam seu curso. Abdallah paxá sente que é necessário um endurecimento no Líbano. Assim, consente no retorno do emir Bechir. Bechir Joumblat, companheiro e aliado do emir, julga que é hora de se livrar dos laços de vassalagem que o prende a Bechir. Se volta contra seu mestre e solicita a Darwiche, paxá de Damasco, a investidura no emirato de Abbas Chehab, primo de Bechir ll. O emir Béchir ll toma novamente o caminho do exílio, desta vez no Egito, junto de seu vice-rei Mohammed Ali. Aí o emir tem uma calorosa recepção. Mohammed se empenha para reconduzir o emir ao seu principado, e Abdallah em Acre. A Porta concorda somente para não ir contra a vontade de Mohammed com quem não queria se indispor.

Reempossado, o emir decide liquidar Bechir Joumblat, seu antigo conselheiro e agora seu inimigo. A luta eclode entre os dois emires. Bechir Joumblat é vencido e o emir aproveita a ocasião para tratar seus adversários com extremo rigor e tirá-los do seu caminho. Não poupa nem mesmo seus parentes mais próximos nem seus antigos colaboradores que o traíram. Os chefes feudais se submetem a ele.

A debilidade da Porta, devido a sucessivas crises internas e à má administração das finanças, aliadas às guerras externas, leva o vice-rei Mohammed Ali, em 1810, a cobiçar a Síria, província rica em homens e dinheiro.

Com essa intenção, o vice-rei organiza e moderniza a armada com a ajuda de técnicos europeus, principalmente franceses, fortifica suas posições no interior do país e consolida suas finanças, favorecendo a agricultura. Ao mesmo tempo, intensifica a propaganda entre os sírios, espalhando a notícia que estava disposto a anexar a Síria ao Egito para reconstruir um reino árabe independente da Turquia, e assim restabelecer a grandeza dos fatímidas e omíadas.

Em 1831, o governo otomano estava às portas da falência e com seu prestígio abalado. Na Síria reinava a desordem. Os damasquinos tinham se insurgido e assassinado seu governador Selim paxá. O emir Bechir, que Mohammed Ali considerava como seu aliado, tornara-se o senhor absoluto da Montanha.

Diante deste quadro, Mohammed Ali resolve intervir na Síria e Turquia, exigindo a devolução de grande soma de dinheiro que havia emprestado a Abdallah paxá. Manda também que os felás que haviam se refugiado em Acre para fugir do serviço militar retornem ao Egito.

Abdallah paxá recusa, e parte para ocupar a Síria solicitando a ajuda, para isso, do emir Bechir, que recusa por não querer se envolver. Pressionado, acaba por ajudar o Egito. A costa libanesa é cercada e Acre cai e Mohammed avança para a capital do Império Otomano.

Estes acontecimentos inquietam os gabinetes europeus alarmados com a queda iminente de Constantinopla. O conflito entre o sultão Mahmoud ll e seu vassalo Mohammed Ali torna-se uma questão internacional. França e Inglaterra obrigam Mohammed a parar seu avanço e a aceitar um acordo que lhe asseguraria a posse hereditária do Egito, Síria, Sicília e Creta. A Rússia, que também interveio, retira sua frota marítima de Constantinopla.

Mohammed Ali deixa então a Síria em mãos de Ibrahim paxá e do emir Bechir que, depois de um período de administração tolerante, passam a cometer abusos e a cobrar impostos altíssimos devido à necessidade de dinheiro para a reconstrução do país.

Entre 1834 e 1840 sucedem-se várias revoltas no país, culminando com a guerra civil de 1840 e a intervenção da Inglaterra, que já se inquietava com o poder de Mohammed Ali no Egito e na Síria.

Em 1860, com a conivência das autoridades turcas, muitos cristãos foram perseguidos e sacrificados nas regiões dominadas pelos drusos. A Europa se comoveu, e a França enviou 7 mil soldados para proteger a comunidade cristã. Após consultas entre os Governos europeus (Itália, Suíça, França, Rússia, Áustria e Inglaterra) e a Turquia, um Protocolo foi finalmente assinado em 9 de junho de 1861, que estabeleceu o regime Mutassaryfiat, baseado no reconhecimento da autonomia administrativa do Monte Líbano. Esse regime permaneceu em vigor até a Primeira Guerra Mundial.

A derrota da Alemanha e seus aliados na Primeira Guerra Mundial libertou o Líbano da hegemonia turca que durou 402 anos. Em 7 de outubro de 1918, uma força naval francesa chegou no porto de Beirute. Em abril de 1920, o Líbano foi colocado sob mandato francês. Em 31 de agosto de 1920, o general Gouraud, Alto Comissário da França no Levante, decreta o restabelecimento do Líbano em “suas fronteiras geográficas e históricas”. No primeiro de setembro foi proclamado o “Estado do Grande Líbano, estado independente sob mandato francês”.

Líbano Atual

Em 23 de maio de 1926, o Grande Líbano transformou-se em República Libanesa depois de ter estabelecido e promulgado democraticamente uma Constituição, adotando o regime parlamentar.

Em 1943, Bechara el Khoury foi eleito presidente da República. No mesmo ano, no dia 22 de novembro, o Líbano obteve efetivamente a sua indepedência.

Em 24 de outubro de 1945, o Líbano entrou na ONU como membro efetivo.

Em 31 de dezembro de 1946, o último soldado estrangeiro deixa o País.

Em maio de 1958, revolta dos chefes da oposição contra o presidente Camille Chamoun.

Em 13 de abril de 1975, início da guerra civil libanesa.

Em julho de 1976, intervenção da Síria na guerra do Líbano.

Em junho de 1982, invasão israelense do território libanês.

Em 1989, parlamentares libaneses assinam o Acordo de Taif, na Arábia Saudita, para pôr o fim à guerra civil e instalar a nova república.

O Líbano é uma República Parlamentarista e democrática, adaptou seu sistema político para atender as necessidades das diferentes etnias e religiões presentes no país. A Constituição Libanesa determina que o presidente seja maronita, o presidente do Congresso seja xiita e o primeiro-ministro, sunita. O presidente da República é eleito pelo Parlamento.

Os 128 deputados, representantes do poder legislativo, são eleitos pelo povo em sufrágio universal para um mandato de quatro anos com possível reeleição.

“O povo libanês cultua várias religiões, destacando-se entre elas a muçulmana, a dos maronitas, dos drusos, dos armênios, dos protestantes (Batistas americanos), dos judeus e outros que, graças à democracia reinante (é garantida a todas elas a livre função em todo o território libanês), vivem os seus numerosos adeptos em harmonia contribuindo, com o seu apoio, até mesmo na formação do governo, cujos ministérios são ocupados por homens de religiões diversas, fazendo assim ruir a idéia de que o Líbano vive ainda em conflito religioso”. (Aspectos Libaneses; Rubens Massud-pág. 85).

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